INTUIÇÃO | Nicola Abbagnano

| sábado, 7 de novembro de 2009
Relação direta (sem intermediários) com um objeto qualquer; por isso, implica a presença efetiva do objeto.










INTUIÇÃO (gr. È7n.poW|; lat. Intuitus, Intui-Ho, in. Intuition; fr. Intuition; ai. Anschauung; it. Intuizioné).
Relação direta (sem intermediários) com um objeto qualquer; por isso, implica a presença efetiva do
objeto. A intuição foi entendida desse modo ao longo da história da filosofia, a começar por Plotino, que
emprega esse termo para designar o conhecimento imediato e total que o Intelecto Divino tem de si e de
seus próprios objetos (Enn., IV, 4, 1; IV, 4, 2). Nesse sentido, a I. é uma forma de conhecimento superior
e privilegiado, pois para ela, assim como para a visão sensível em que se molda, o objeto está
imediatamente presente. Boécio falava da "intuição divina", que é o golpe de vista com que Deus abrange
as coisas sem mudá-las {Phil. cons., V, 6). E S. Tomás dizia, referindo-se a Deus: "A sua intuição versa
sobre todas as coisas que estão diante dele em sua presencialidade" (S. Th., I. q. 14, a. 13, cf. q. 14, a. 9).
Por esse caráter, o conhecimento divino distingue-se do humano, que age compondo e dividindo, por
meio de atos sucessivos de afirmação e de negação (Ibid., I, q. 85, a. 5). O caráter intuitivo do
conhecimento divino contrapõe-se aqui ao caráter de discurso do conhecimento humano (v. DIANÓIA;
DISCURSIVO).Mas a filosofia medieval empregou esse termo para indicar uma forma particular e
privilegiada da consciência humana, em primeiro lugar o conhecimento empírico. Bacon dizia que "a
alma não se acalma na intuição da verdade se não a encontrar por força da experiência"
{Opus maius, VI, 1). Duns Scot privilegiava como intuitivo (cognitio intuitiva) o conhecimento que "se
refere àquilo que existe ou àquilo que está presente em determinada existência atual", distinguindo-o do
conhecimento abstrativo (v. ABSTRATTVO), que abstrai da existência atual (Op. Ox., II, d. 3, q. 9, n. 6).
Essa noção foi aceita por Durand de S. Pourçain (In Sent., Prol., q. 3 F) e por Ockham, que, tal como
Bacon, identificava o conhecimento intuitivo com a experiência (In Sent., Prol., q. 1 Z). A partir de então,
até Kant, o significado específico desse termo é experiência (v.).
Mas, ao mesmo tempo, conserva-se o significado genérico de relação imediata com um objeto qualquer.
Nesse sentido, Descartes falava da intuição evidente (evidens intuitus), como um dos dois caminhos que
levam ao conhecimento certo (o outro é o da "dedução necessária"), entendendo com ela a apreensão de
qualquer objeto mental: "A intuição da mente estende-se às coisas, ao conhecimento de suas
interconexões necessárias e a tudo o que o intelecto experimenta com precisão em si mesmo ou na
imaginação" (Regulae ad directio-nem ingenii, 12). No mesmo sentido, Locke chamava de intuitivo o
conhecimento que percebe a concordância ou a discordância entre duas idéias imediatamente, ou seja,
sem a intervenção de outras idéias (An Essay Concer., IV, 2, 1), e chamava de I., exatamente pela sua
imediação, o conhecimento que temos de nossa própria existência (Ibid., IV, 9, 3). Ainda no mesmo
sentido, Leibniz dizia que são conhecidas por I. as "verdades primitivas" tanto de razão quanto de fato
(Nouv. ess., IV, 2, 1), ou seja, as verdades que o intelecto apreende ou possui sem a mediação de outras.
Este significado era aceito por Stuart Mill: "As verdades são conhecidas de duas maneiras: algumas
diretamente ou por si mesmas, outras através da mediação de outras verdades. As primeiras são objeto da
I. õu consciência; as segundas, da inferência" (Logic, Intr., § 4). Kant, por sua vez, referia-se ao sentido
tradicional desse termo ao afirmar que "a I. é a representação tal qual seria pela sua decorrência da
imediata presença do objeto" (Prol., § 8). Por isso, para Kant, a I. geralmente é o conhecimento para o
qual o objeto apresenta-se diretamente. Mas Kant distingue a I. senstvele a I. intelectual. Sensível é a I. de
todo ser pensante finito, ao qual o objeto é dado: ela é, portanto, passividade, afeição (Crít. R. Pura,
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INTUIÇÃO
582
INTUIÇÃO
Anal. dos conceitos, seç. 1). A I. intelectual é originária e criativa: nela o objeto é posto ou criado,
portanto só se encontra no Ser criador, de Deus (Ibid., § 8, ao final; passirrí). Em outros termos,
intelectual é a intuição divina da filosofia tradicional: a presença do objeto a esta intuição é inevitável e
necessária porque o objeto é criado pela própria intuição.
Essa distinção kantiana foi conservada pelo Romantismo, mas só com a finalidade de reivindicar para o
homem a I. intelectual ou criativa que Kant e os antigos reservavam para Deus. Isso é compreensível,
visto que, para os românticos, o conhecimento humano é o mesmo conhecimento com que o Espírito
Absoluto ou criador se conhece a si mesmo, ou pelo menos é um aspecto ou um momento dela. Assim,
Fichte entende por I. intelectual "a consciência imediata de que eu ajo e daquilo que faço, sendo aquilo
graças a que o Eu sabe enquanto faz" (Werke, I, p. 463). Por sua vez, Schelling afirma que "a filosofia
transcendental deve ser constantemente acompanhada pela I. intelectual" e que o eu é "uma I. intelectual
contínua", porquanto "se auto-produz". E acrescenta: "Assim como, sem a I. do espaço, a geometria seria
absolutamente incompreensível, porque todas as suas construções são apenas formas e maneiras variadas
de limitar essa I., também sem a I. intelectual a filosofia seria impossível porque todos os seus conceitos
não passam de limitações diversas do produzir que se tem por objeto, em outras palavras, a I. intelectual"
{System ler transzen-dentalen Idealismus, seç. I, cap. I, trad. it., p. 39). Hegel, por sua vez, identificava I.
e pensamento: "O puro intuir é o mesmo que o puro pensar... Fé e I. devem ser tomadas em sentido mais
elevado, como fé em Deus, como I. intelectual de Deus.- vale dizer que se deve abstrair exatamente
daquilo que constitui a diferença entre I. e fé, de um lado, e pensamento, de outro. Não se pode afirmar
que fé e I., transportadas para essa região mais alta, ainda sejam diferentes de pensamento" (Ene, § 63). A
mesma tese é sustentada por Schopenhauer, que identifica intelecto e I., e pretende que até as conexões
lógicas sejam reduzidas a elementos intuitivos (Die Welt, I, § 15). À mesma linha de conceitos pertence a
noção de I. encontrada em Rosmini: como apreensão imediata da idéia do ser em geral (Nuovo saggio, §
1.159; Antropologia, § 40, 505; Psicologia, § 13). E, apesar de opor-se a Rosmini quanto ao caráter indeterminado
e vazio da idéia de ser, Gioberti aceitava a noção de intuição como relação imediata, total e
necessária da mente humana com Deus e com sua ação criadora (Intr. alio studio delia fil., II, p. 46). Esta
continuava sendo uma "I. intelectual", mas também é intelectual a I. de que fala Bergson, conquanto
carregada de polêmica antiintelectualista ou anti-racionalista. De fato, como órgão próprio da filosofia,
ela possui as características da I. intelectual romântica: relação imediata ou direta com a realidade
absoluta, ou seja, com a duração da consciência ou com o impulso criativo da vida. Bergson afirma: "A I.
é a visão do espírito por parte do espírito." "I. significa principalmente consciência, mas consciência
imediata, visão que mal se distingue do objeto visto, conhecimento que é contato e até coincidência" (La
pensée et le mouvant, 3a ed., 1934, pp. 35-36). As mesmas características formais encontram-se na I. eidética
ou I. da essência da qual fala Husseri: "A essência é um objeto de nova espécie. Assim como o dado
da I. individual empírica é um objeto indidual, também o dado da I. eidética é uma essência pura. Não se
trata de uma analogia externa, mas sim de uma afinidade radical. Também a I. eidética é uma I., assim
como o objeto eidético é um objeto. A generalização dos conceitos correlativos 'I.' e 'objeto' não é
arbitrária, mas exigida necessariamente pela natureza das coisas" (Ideen, I, § 3). Por fim, a I. que Croce
identifica com a arte tem as mesmas características formais: é conhecimento originário e imediato, que
por isso não distingue entre real e irreal; tem caráter ou fisionomia individual e expressa diretamente o
objeto (Estética, cap. 1).
Recapitulando as características comuns e as diferenciais da I. ao longo da história da filosofia, podemos
dizer sobre as primeiras que a I. é uma relação com o objeto, caracterizada: ls pela imediação e 2- pela
presença efetiva do objeto. Constantemente, com base nessas características, a I. é considerada uma forma
de conhecimento privilegiado. Por outro lado, suas características diferenciais podem ser assim distintas:
1Q a I. pode ser exclusiva de Deus e considerada o conhecimento que o criador tem das coisas criadas; 2-
pode ser atribuída ao homem e considerada a experiência como conhecimento de um objeto presente,
sendo, nesse sentido, percepção (v.); 39 pode ser atribuída ao homem e considerada conhecimento
originário e criativo no sentido
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INTUIÇÃO 583 INTUICIONISMO
romântico. As três alternativas deixaram, em grande parte, de despertar o interesse da filosofia
contemporânea. A primeira de fato pertence à esfera das especulações teológicas. A segunda tende a ser
substituída pelo conceito de experiência como método ou como conjunto de métodos (v. EXPERIÊNCIA). A
terceira está estritamente ligada à metafísica do Romantismo (velho e novo): ascende e declina com ele.
Em 1868 Peirce fez uma crítica do conceito de L, negando: Ia que ela pudesse servir para garantir a
referência imediata de um conhecimento ao seu objeto; 2a que ela pudesse constituir o conhecimento
evidente que o Eu tem de si mesmo; 3a que pudesse capacitar a distinguir os elementos subjetivos de
conhecimentos diferentes. Ao mesmo tempo, Peirce afirmava a impossibilidade de pensar sem signos e de
conhecer sem recorrer ao vínculo recíproco dos conhecimentos (Coll. Pap., 5.213-263). Essas negações e
afirmações de Peirce foram e são amplamente aceitas pela filosofia contemporânea.
Hoje, mais que aos filósofos, a I. serve aos cientistas, particularmente a matemáticos e lógicos, quando
estes querem frisar o caráter inventivo de sua ciência. Claude Bernard dizia: "A I. ou sentimento gera a
idéia ou a hipótese experimental, ou seja, a interpretação antecipada dos fenômenos da natureza. Toda a
iniciativa experimental está na idéia, pois só ela provoca a experiência. A razão ou o raciocínio servem
apenas para deduzir as conseqüências dessa idéia e para submetê-las à experiência" (Intr. ã 1'étude de Ia
médecine expérimentale, 1865,1, 2, § 2). Poincaré repetia, com referência à matemática, o que Bernard
dissera a propósito das ciências experimentais: "Demonstra-se com a lógica, mas só se inventa com a I.
(...) A faculdade que nos ensina a ver é a intuição. Sem ela, o geômetra seria como o escritor bom de
gramática, mas vazio de idéias" {Science et méthode, 1909, p. 137). Ainda segundo Poincaré, na
matemática a exigência lógica leva à formulação analítica; a exigência intuitiva, à formulação geométrica.
"Assim, a lógica e a I. têm cada uma sua missão. Ambas são indispensáveis. A lógica, a única que pode
dar certezas, é o instrumento da demonstração: a I. é o instrumento da invenção" {La valeur de Ia science,
1905, p. 29). Nesse sentido, como já se observou algumas vezes, a I. tem caráter mais negativo que
positivo: ela antecipa o que não decorre
da observação empírica ou não pode ser deduzido dos conhecimentos já possuídos. Portanto, parece
designar apenas certo grau de liberdade do pesquisador e nada tem a ver com o significado filosófico
tradicional do termo, no qual se insere o emprego que dele fazem os matemáticos intuicionistas (v. INTUICIONISMO,
4a).









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