A AQUISIÇÃO E O CONTROLE DO FOGO | FREUD

| quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O mito conta-nos que Prometeu, o titã, herói cultural que era ainda um deus e que originalmente talvez fosse mesmo um demiurgo e criador de homens, trouxe o fogo aos homens, tendo-o roubado aos deuses e escondendo-o num pau oco, um caule de funcho. Se estivéssemos interpretando um sonho, tenderíamos a considerar esse objeto como um símbolo do pênis, embora o acento incomum que se coloca no fato de ser oco nos faça hesitar. Mas, como podemos correlacionar tal tubo-pênis com a preservação do fogo? Parece difícil fazer essa correlação, até que nos lembramos do uso da inversão, da transformação no contrário, da inversão da relação, que é tão comum nos sonhos e que tantas vezes nos oculta o seu significado. O que um homem contém no seu tubo-pênis não é o fogo. Pelo contrário, é o meio de apagar o fogo; é a água do seu jato de urina. Essa relação entre fogo e água então entra em conexão com uma grande quantidade de material analítico conhecido.





Em meu trabalho O Mal-Estar na Civilização [1930a], em nota de rodapé, mencionei, embora apenas de passagem, uma conjetura que se poderia formular, com base em material psicanalítico, a respeito da fundamental aquisição humana do controle sobre o fogo. Sou levado a mais uma vez retomar o tema em virtude da contestação feita por Albrecht Schaeffer (1930) e da surpreendente referência de Erlenmeyer, no artigo precedente, à lei mongol contra ‘mijar nas cinzas’.
Pois eu penso que a minha hipótese — de que, com a finalidade de conseguir controle sobre o fogo, os homens tiveram de renunciar ao desejo, mesclado de homossexualismo, de apagá-lo com um jato de urina — pode ser confirmada mediante uma interpretação do mito grego de Prometeu, contanto que tenhamos em mente as distorções que se deve esperar ocorram na transição dos fatos ao conteúdo de um mito. Essas distorções são da mesma espécie, e não piores, que aquelas que reconhecemos diariamente, quando reconstruímos a partir dos sonhos dos pacientes as experiências de sua infância reprimidas, porém extremamente importantes. Os mecanismos utilizados nas distorções a que me refiro são a representação simbólica e a transformação no oposto. Não me arriscaria a explicar dessa forma todos os aspectos de nosso mito; excetuando o conjunto de fatos originais, outras ocorrências subseqüentes podem ter contribuído para o seu conteúdo. Os elementos que comportam interpretação analítica, contudo, são, afinal, os mais surpreendentes e importantes, ou seja: a maneira pela qual Prometeu transportou o fogo, as características desse ato (um ultraje, um roubo, um logro contra os deuses) e a significação do seu castigo.
O mito conta-nos que Prometeu, o titã, herói cultural que era ainda um deus e que originalmente talvez fosse mesmo um demiurgo e criador de homens, trouxe o fogo aos homens, tendo-o roubado aos deuses e escondendo-o num pau oco, um caule de funcho. Se estivéssemos interpretando um sonho, tenderíamos a considerar esse objeto como um símbolo do pênis, embora o acento incomum que se coloca no fato de ser oco nos faça hesitar. Mas, como podemos correlacionar tal tubo-pênis com a preservação do fogo? Parece difícil fazer essa correlação, até que nos lembramos do uso da inversão, da transformação no contrário, da inversão da relação, que é tão comum nos sonhos e que tantas vezes nos oculta o seu significado. O que um homem contém no seu tubo-pênis não é o fogo. Pelo contrário, é o meio de apagar o fogo; é a água do seu jato de urina. Essa relação entre fogo e água então entra em conexão com uma grande quantidade de material analítico conhecido.
Em segundo lugar, a aquisição do fogo constituiu um crime; foi realizada mediante roubo ou furto. Esse aspecto é constante em todas as lendas sobre a aquisição do controle do fogo. É encontrado entre os povos mais diversos e espalhados pelas mais distantes regiões, e não apenas no mito grego de Prometeu, o Portador do Fogo. Aqui deve estar, por conseguinte, um conteúdo essencial das lembranças distorcidas da humanidade. Logo, por que a aquisição do fogo está em conexão inseparável com a idéia de crime? Quem é que foi insultado ou defraudado com isto? O mito de Prometeu, em Hesíodo, dá-nos uma resposta direta; pois, numa outra história, não diretamente relacionada ao fogo, Prometeu dispôs os sacrifícios aos deuses de tal forma que os homens levavam vantagem sobre Zeus. São os deuses, portanto, que são defraudados. Sabemos que, nos mitos, aos deuses é garantida a satisfação de todos os desejos a que as criaturas humanas têm de renunciar, tal como constatamos no caso do incesto. Falando em termos analíticos, diríamos que a vida instintual — o id — é o deus que é defraudado quando se renuncia à extinção do fogo: na lenda, o desejo humano transforma-se em privilégiodivino. No entanto, na lenda, a divindade não possui nada das características do superego, ainda representa a vida soberana dos instintos.
A transformação no oposto está mais radicalmente representada num terceiro aspecto da lenda, na punição do Portador do Fogo. Prometeu foi acorrentado a um rochedo, e todos os dias um abutre vinha comer-lhe uma parte do fígado. Também nas lendas referentes ao fogo, em outros povos, entra em cena um pássaro, que deve ter algo a ver com o assunto; mas, por enquanto, não tentarei uma interpretação. Por outro lado, sentimo-nos em chão firme quando se trata de explicar por que o fígado foi escolhido como o local do castigo. Em épocas primitivas, o fígado era considerado a sede de todas as paixões e desejos; daí, uma punição como a de Prometeu ter sido a correta para um criminoso que se deixara arrastar pelo instinto, que havia cometido uma ofensa sob a instigação de maus desejos. Contudo, justamente o oposto é o que se verifica com o Portador do Fogo: ele renunciara a um instinto e tinha mostrado quão benéfica e, ao mesmo tempo, quão indispensável era essa renúncia, para os propósitos da civilização. E por que a lenda haveria de retratar um efeito que era um benefício para a civilização como sendo um crime que merecia castigo? Ora, se, malgrado todas as distorções, transparece o fato de que a aquisição do controle do fogo pressupõe uma renúncia instintual, a lenda pelo menos não mantém em segredo o ressentimento que o herói cultural não deixaria de suscitar nos homens movidos pelos instintos. E isto está de acordo com o que sabemos e esperamos. Sabemos que a exigência de renunciar ao instinto e a coerção dessa exigência despertam hostilidade e agressividade, que só se transformam em sentimento de culpa em uma fase posterior do desenvolvimento psíquico.
A obscuridade da lenda de Prometeu, bem como a de outros mitos do fogo, aumenta com o fato de que o homem primitivo estava fadado a considerar o fogo como algo análogo à paixão do amor — ou, conforme diríamos nós, um símbolo da libido. O calor que se irradia do fogo evoca a mesma sensação que acompanha um estado de excitação sexual, e a forma e os movimentos de uma chama sugerem um falo em atividade. Não pode haver dúvida a respeito da significação mitológica da chama como um falo; temos mais uma prova disto na lenda que refere a origem de Sérvio Túlio, o rei romano. Quando falamos do ‘fogo devorador’ do amor ou das chamas que‘lambem’ — comparando assim o fogo a uma língua — não nos distanciamos do modo de pensar de nossos ancestrais primitivos. Uma das suposições em que baseamos nossa descrição do mito da aquisição do fogo foi, com efeito, a de que o homem primitivo tentou apagar o fogo com sua própria água, e isto teve o significado de uma luta prazerosa com um outro falo.
Provavelmente, através dessa analogia de símbolos, outros elementos de natureza puramente imaginativa se incorporaram ao mito e se mesclaram a seus elementos históricos. É difícil resistir à idéia de que, se o fígado é a sede da paixão, sua importância, simbolicamente, é a mesma que a do fogo; e que, com isso, o caso de ser diariamente devorado e renovado dá um quadro apropriado do comportamento dos desejos eróticos que, embora satisfeitos todos os dias, também revivem todos os dias. A ave que se alimenta do figado teria, pois, a significação de pênis — significação que não lhe é estranha em outras correlações, de vez que a conhecemos de lendas, sonhos, expressões de linguagem e representações plásticas em tempos primitivos.Um pequeno passo adiante leva-nos à fênix, a ave que, tão logo é consumida pelo fogo, surge rejuvenescida mais uma vez, e que, de preferência e antes de ser uma alusão ao sol que se põe no crepúsculo vespertino a fim de novamente erguer-se, é, muito provavelmente, uma alusão ao pênis que surge revivescido, depois de haver relaxado.
Aqui se pode perguntar se nos é permitido atribuir à atividade mitopoética uma tentativa de dar (ludicamente, digamos assim) uma representação disfarçada para os processos mentais universalmente conhecidos, embora também extremamente interessantes, que se acompanham de manifestações físicas, sem outro motivo que o de um simples prazer de representá-lo. Certamente não podemos dar uma resposta definitiva a essa questão sem havermos apreendido inteiramente a natureza dos mitos: contudo, nos dois exemplos que estamos examinando [o do fígado de Prometeu e o da fênix], é fácil reconhecer o mesmo conteúdo e, com ele, um propósito definido. Cada um deles descreve o revivescimento de desejos libidinais depois de estes terem sido extintos pela saciedade. Ou seja, cada um deles se refere à indestrutibilidade desses desejos; e essa ênfase é particularmente apropriada como consolo, ali, onde o cerne histórico do mito aborda a derrota da vida instintual, com uma renúncia ao instinto que se tornou necessária. É, porassim dizer, a segunda parte de uma reação compreensível do homem primitivo quando este sofreu um golpe em sua vida instintual: após a punição do delinqüente, vem a garantia de que, enfim, no fundo, ele não causou nenhum prejuízo.
Uma inversão ao oposto é inesperadamente encontrada num outro mito que, aparentemente, tem pouca relação com o mito do fogo. A hidra de Lerna, com suas inúmeras cabeças de serpente oscilantes — uma das quais imortal — era, conforme nos diz seu nome, um dragão das águas. Hércules, o herói cultural, lutou com a hidra decepando-lhe as cabeças; estas, porém, sempre cresciam novamente, e só venceu ao monstro depois de ele ter queimado a fogo a sua cabeça imortal. Um dragão aquático vencido pelo fogo — isto por certo não faz sentido. Mas, como sucede em tantos sonhos, o sentido vem à tona se invertermos o conteúdo manifesto. Nesse caso, a hidra é uma fogueira e as cabeças de serpente com seus movimentos sinuosos são as chamas; e estas, como prova de sua natureza libidinal, também aqui mostram, tal como o fígado de Prometeu, o fenômeno do crescimento renovado, do ressurgimento após tentada a sua destruição. Hércules, portanto, extingue essa fogueira com — água. (A cabeça imortal, sem dúvida, é o próprio falo, e sua destruição significa a castração.) Hércules, todavia, também foi o libertador de Prometeu e matou a ave que devorava seu fígado. Não suspeitaríamos de uma correlação mais profunda entre os dois mitos? É como se o feito de um herói fosse compensado pelo feito do outro. Prometeu, assim como a lei mongol, havia proibido a extinção do fogo; Hércules permitiu-a, no caso em que a fogueira ameaçou provocar um desastre. O segundo mito parece corresponder à reação de uma época posterior da civilização aos eventos da aquisição do poder sobre o fogo. Parece que essa linha de abordagem nos possibilita uma maior penetração nos mistérios do mito; mas reconhecidamente essa certeza nos acompanharia por pouco tempo.
Na antítese entre fogo e água, que domina toda a área desses mitos, pode ser demonstrado ainda um terceiro fator, além do fator histórico e do fator da fantasia simbólica. Esse terceiro fator é um fato fisiológico, que o poeta Heine descreve nos seguintes versos:
Was dem Menschen dient zum Seichen Damit schafft er Seinesgleichen.
O órgão sexual masculino tem duas funções; e existem pessoas para as quais essa duplicidade constitui motivo de desagrado. Serve para o esvaziamento da bexiga e realiza o ato de amor que satisfaz o desejo da libido genital. A criança ainda acredita que pode unir as duas funções. Segundo uma teoria infantil, as crianças são feitas quando o homem urina dentro do corpo da mulher. Entretanto, o adulto sabe que, na realidade, esses atos são mutuamente inconciliáveis — como são incompatíveis o fogo e a água. Quando o pênis se encontra no estado de excitação, que o levou a ser comparado a um pássaro, e enquanto estão sendo experimentadas sensações que sugerem o calor do fogo, a micção é impossível; e, ao contrário, quando o órgão está servindo para eliminar urina (a água do corpo), toda as suas conexões com a função genital parecem ter-se extinguido. A antítese entre as duas funções poderia levar-nos a dizer que o homem apaga o seu próprio fogo com sua própria água. E o homem primitivo, que tinha de compreender o mundo externo com ajuda de suas próprias sensações e estados corporais, certamente não teria deixado de perceber e utilizar as analogias que lhe foram mostradas mediante o comportamento do fogo.


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